A ONDA LIBERAL QUE INVADE O BRASIL

No final de 2014 foi criado o Movimento Brasil Livre (MBL). É também a partir dessa data que os Institutos Liberais de todo o Brasil ganham maior visibilidade. Logo depois de 2014, um partido liberal obtém seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): o Partido Novo. O PSL (Livres), com o Partido Novo, empolgam os que hoje defendem no Brasil as bandeiras liberais. Um Estado mínimo!

O Movimento Brasil Livre (MBL) talvez, o que tem a maior simpatia dos jovens que se afastam do esquerdismo e das ideologias que defendem o coletivismo. São cinco seus objetivos: impressa livre e independente, liberdade econômica, separação de poderes, eleições livres e idôneas e fim dos subsídios diretos e indiretos para as ditaduras.

Nós aqui do Acre não poderíamos ficar equidistantes desse importante movimento liberal que, em boa hora, como uma onda, chega ao Brasil. Sem muita pretensão, há dois anos, no aplicativo whats app, criamos o grupo dos liberais do Acre. Essa proposta avançou. Hoje já está em marcha a criação do Instituto Liberal do Acre (ILAC).

Pois bem. Evandro Cordeiro nos pediu que escrevêssemos um artigo semanal ou quinzenal em seu site, no escopo de divulgamos o liberalismo. Gostei da proposta. Tem um caráter pedagógico. Contribuir para que a sociedade acreana não se limite a ouvir  – e assimilar – apenas o discurso de esquerda. A proposta do coletivismo que tinha sido a tônica nos últimos vinte anos no Estado do Acre.

Não sou um doutrinador. Sou, por convicção, um liberal conservador. Darei uma contribuição modesta a partir dessa convicção. Direi o que li e o que continuo lendo no escopo de reforçar essa convicção. A minha conversão ao liberalismo é de poucos anos.  Fui aluno de faculdades católica e pública. Nelas nos privaram de conhecer o discurso liberal. Recebíamos uma verdadeira doutrinação esquerdista. Libertei-me, faz poucos anos.

Do jovem economista liberal Rodrigo Constantino, em sua obra “Contra a Maré Vermelha – Um Liberal Sem Medo de Patrulha,  aprendi que “O liberal, ao contrário do intervencionista, é humilde, reconhece que a sociedade é bastante complexa, e defende um processo incessante  de tentativa e erro sob a livre concorrência. Ele sabe que as imperfeições do livre mercado costumam ser agravadas com a intervenção estatal, realizados por humanos também imperfeitos”.

Parto desse pressuposto. As intervenções do Estado só contribuem para provocar desequilíbrio na economia, gerando injustiças.

Disse que sou um liberal conservador. Entendo também que não basta ser liberal na economia. Faz-se imprescindível que tenhamos valores. Uma economia só pode bem funcionar se os agentes econômicos estão imbuídos de valores. E, a meu ver, os melhores valores para permear a economia são os do Cristianismo.

Por: Valdir Perazzo

Valdir Perazzo é Advogado e uns do idealizadores do Instituto Liberal do Acre, ILAC.

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