A CASTANHA DO ACRE PARA OS ACREANOS E QUEM REGULAMENTA PREÇO É O MERCADO!

Em uma audiência pública, realizada no auditório da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), onde foi debatido o Projeto de Lei (PL) que versa sobre a criminalização da saída das castanha in natura do Acre.

Presente ao evento, um dos líderes do grupo Liberais do Acre, empresário e político Fernando Lage, discursou contrário à aprovação da lei, defendeu o livre comércio e afirmou

“Ao invés de tratar de leis que amarram o desenvolvimento econômico os legisladores e governantes devem pensar em produção de forma racional e que coloque o Acre na rota do desenvolvimento”. Fernando Lage

Fernando Lage afirmou ser completamente contrário ao PL que se virar lei gerará um retrocesso nas leis que regem a economia globalizada.

A lei do jeito que está colocada aí é uma lei de monopólio, que entrega o controle para três ou quatro indústrias. As coisas não podem ser assim, haja vista que estamos em um mundo globalizado. Quem regulamenta as relações comerciais é o mercado, é o consumidor”, afirmou.

A saída seja sempre o livre comércio e embora a pressão sobre a floresta sempre vá existir ela deve ser encarada de forma inteligente e proveitosa.

“Eu acredito que a pressão sobre a floresta ela sempre vá existir, então eu proponho que paralelamente começemos a plantar castanha racionalmente, através de seringal de cultivo, com irrigação, com tecnologia e nisso a Embrapa pode ajudar muito. Se não fizermos isso agora irá acontecer conosco o mesmo que houve na época da seringa. Por não termos tido visão de futuro, hoje estados como, Goiás, São Paulo e Espírito Santo produz mais seringa que nós”, diz.

O deputado estadual Nelson Sales afirmou que é necessário que o projeto seja melhor analisado. “Não pode ser aprovado a toque de caixa, temos que ouvir a todos, principalmente aqueles que colhem as castanhas, que vivem disso e ganham tão pouco”, diz.

“Como acreano é uma honra pra mim poder participar dessa audiência. A cadeia produtiva da castanha envolve todos esses segmentos, da área técnica ao pequeno produtor. A Assembleia Legisltativa se abre pra discutir com produtores essa proposta louvável. A proposta do PL é nobre, aprofundando os benefícios da castanha. O que está em jogo é um produto do Acre e temos que buscar o melhor para todos”, diz.

O deputado Heitor Junior, autor da PL, afirmou que o objetivo do projeto é garantir emprego e renda para o estado.

“Peço a sensibilidade sobre este assunto. Hoje a castanha é destinada para a Bolívia e Peru de forma até clandestina, sem nenhuma garantia de que o produto terá um preço justo”, diz.

De acordo com o PL, fica proibida a saída de Castanha do Brasil “in natura” do estado do Acre. O PL explica ainda que todo carregamento do produto que estiver sendo transportado em desacordo com esta lei será apreendido.

Ainda de acordo com a matéria, a castanha apreendida deverá ser destinada aos postos de depósitos credenciados e, no prazo de 72 horas, não havendo legalização da apreensão, deverá ser encaminhada à uma indústria de beneficiamento, e 20% do produto apreendido será destinado à indústria para o custeio do financiamento da castanha e 80% à merenda escolar.

O estado jamais deve interferir nesses processos, pois sabemos muito bem o que acontece quando o estado quer ser dono de tudo e de todos, haja visto a Venezuela, Cuba e outros países comunistas.

Por: Fernando Lage*

*Fernando Lage é Empresário, Politico e um dos idealizadores do Instituto Liberal do Acre – ILAC

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