TELHADO DE VIDRO: Gladson (PP) e Marcos Alexandre (PT), se esquivam de seus respectivos partidos

A estratégia de omitir o vermelho e a estrela símbolos do PT, adotada pelos marqueteiros do partido no Acre desde 2012 como estratégia para reduzir os danos do desgaste da longevidade dos petistas no poder, agora é copiada pelos aliados do senador Gladson Cameli (PP), candidato ao governo do Acre.

Ao contrário do PT, o PP tem como desafio não o desgaste do tempo, mas a imagem de corrupção que lhe está impregnada no plano nacional. Junto com PT e MDB, os progressistas formam a trinca de legendas que operacionalizou o esquema de corrupção na Petrobras, o petróleo, descoberto pela Lava Jato.

As convenções dos dois partidos tiveram como ponto alto deixar de fora do material publicitário exposto os seus respectivos símbolos. Nos eventos da Frente Popular, um e outro militante da esquerda ainda se arrisca a usar roupas vermelhas. Na convenção do dia 21, por exemplo, o candidato Marcus Viana (PT) usou a tradicional blusa polo, agora de cor verde.

Em 2012, a cor escolhida pelos marqueteiros foi o amarelo. As bandeiras vermelhas da militância também precisaram ser abandonadas. Até mesmo o azul – cor símbolo dos tempos da polarização PT x PMDB – foi incorporado no material gráfico do petista.

Gladson Cameli também aparenta não querer muita aproximação com os símbolos do PP. O partido, por sinal, mudou de nome para amenizar os danos causados pelo noticiário frequente de parlamentares do PP como recebedores de dinheiro de propina desviado da Petrobras.

O próprio nome de Cameli foi citado pelos delatores do esquema, sendo depois as investigações sobre o senador encerradas por insuficiência de provas. De Partido Progressista, virou apenas Progressistas. Por Brasília a sigla PP era “traduzida” como “Partido do Petrolão”.

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