Coronel Ulysses diz que ‘arma é um instrumento de democracia’ e garante reduzir secretarias para 8 no Acre

O candidato ao governo do Acre pelo PSL, Coronel Ulysses, afirmou, durante entrevista ao G1desta quarta-feira (12), que é a favor do porte de arma para os cidadãos e que pretende reduzir as secretarias, subpastas e autarquias do governo de 78 para oito e enxugar a máquina pública.

“Eu sou a favor que o direito de escolher se você quer usar uma arma ou não seja defendido. Se você quer usar e atender aos requisitos necessários como psicólogos, de treinamento e manuseio e guarda, análise de antecedentes criminais e, uma vez que a pessoa seja aprovada nesses requisitos, não vejo motivo para não dar uma arma para essa pessoa para que ela utilize na defesa pessoal”, destaca.

Ulysses destaca que o Código Penal prevê a legítima defesa, mas que a pessoa só pode executar a defesa se tiver a paridade de arma para aquele que está lhe atacando.

“Então, hoje o bandido está armado, ele te humilha, entra na tua casa, te chama de vagabundo e você não tem como se defender. Ele só faz isso exatamente porque sabe que as pessoas são reféns. A partir do momento em que ele sabe que a pessoa tem condições de se defender, com certeza, vai ter uma atitude diferenciada e ter outro tipo de ação”, afirma.

Redução de secretarias

Ulysses citou a redução de secretarias, subpastas e autarquias que, segundo ele, somam 74 e devem ser diminuídas para oito. Todas funcionam, segundo ele, com perfil de secretaria e a redução daria prioridade para segurança, educação e saúde.

Além disso, devem ser criadas secretarias de combate a corrupção e desenvolvimento econômico.

“Algumas vamos extinguir e outras agregar. Por exemplo, temos 7 secretarias que cuidam da segurança e vamos reduzir para uma só. Temos quatro de produção e vamos agregar, outras de situação de minorias e vamos agregar. A ideia é enxugar a máquina para que sobre dinheiro para investir na segurança, saúde e educação”, afirma.

Reação a assalto

Questionado sobre a reação a um assalto, o candidato destacou que essa é uma decisão pessoal e questão de oportunidade.

“Eu não aconselho qualquer pessoa a reagir a um assalto. Eu, se for assaltado, e entender que posso reagir em segurança sem colocar em risco a minha vida e de outras pessoas eu vou reagir, por que não? Mas, é uma questão pessoal e que não dá pra generalizar, só dá para saber na hora”, explica.

O candidato disse ainda acreditar que revogar o Estatuto do Desarmamento é um caminho para reduzir a violência e estabelecer o que foi determinado em plebiscito. Para ele, o estatuto foi empurrado “goela abaixo” para dificultar as pessoas de se defenderem e a sua família.

“O que foi aprovado em plebiscito é que as pessoas que forem aprovadas dentro dos requisitos tenham direito a possuir a arma. Não vamos distribuir arma para todo mundo, a arma é um instrumento de democracia. Se uma pessoa entra na casa de uma senhora ele vai te humilhar e violentar de várias maneiras. Mas se você colocar a arma na cara dele vai pensar duas vezes, pois houve um equilíbrio. Defendo que todo homem e mulher de bem tenha uma arma dentro dos requisitos”, afirma.

Segurança resolvida em 100 dias

Ulysses também falou sobre a resolução do problema da Segurança Pública no prazo de 100 dias. Segundo ele, inicialmente devem trazer de volta em torno de 400 policiais que estão à disposição do estado para que possam somar no combate nas ruas.

Outra medida, segundo ele, é implementar várias operações ‘Saturação Máxima’ dentro dos bairros com maior índice de criminalidade. Ele afirma que vão trabalhar em cima das “manchas criminais”.

“Quando ela [operação] atuava naquele momento tínhamos tolerância zero de qualquer tipo de crime. Mas, a operação foi retirada pelo governo tendo em vista que isso poderia colocar meu nome em evidência. Fomos premiados e condecorados por essa operação e vamos trazer isso de volta pois a sociedade precisa de segurança”, afirma.

Outra medida é convocar os concursados da Polícia Militar que estão prontos para fazer o curso, deve chamar também pessoas que estão no cadastro de reserva e fazer novos concursos.

“A PM hoje tem 2.200 homens para atender todo o estado e isso não é suficiente. Precisamos de mais de 4 mil homens para fazer a segurança pois é isso que foi estudado e acertado cientificamente para atender o nosso estado”, destaca.

Segurança na fronteira

O candidato destacou ainda que pretende implementar um comando de fronteira com policiamento fluvial e terrestre, principalmente nas rodovias de acesso que são em Brasileia, Capixba e Cruzeiro do Sul e fluvial em Marechal Thaumaturgo.

Segundo ele, o comando deve trabalhar com várias modalidades de patrulha dentro das matas por vias terrestre, fluvial e até com utilização de drones para ter reconhecimento da área se não existem rotas para desviar das barreiras que colocamos.

“Eu treinei em Israel eu tenho conhecimento técnico para resolver a segurança pública no nosso estado”, destaca.

Comunidade LGBT

A Comunidade LGBT, conforme o candidato, vai ser ser tratada como qualquer cidadão brasileiro é tratado. Ele destacou que é o único policial que fez o curso sobre como lidar com pessoas LBGT no Acre.

Porém, Ulysses destacou que não vai haver nenhum tipo de privilégio para as minorias e citou os índios, negros, mulheres e jovens.

“Acho que as pessoas têm o direito de escolher o que quiserem, mas eles têm que nos respeitar e temos que respeitar eles, respeitar quem é cristão, evangélico e católico. Não vamos ter nenhum tipo de privilégio ou prerrogativas por ser uma pessoa homossexual ou hetero, vamos tratar todos de forma igual. Eu entendo que a bíblia não é só um livro religioso, mas uma regra de conduta, um manual de vida que se você seguir vai ser bem na vida”, destacou.

Professores efetivados

Um dos projetos é que os professores temporários sejam efetivados em um concurso definitivo.

“Eles fazem concurso periódicos, vamos fazer um concurso definitivo e eles vão sair dessa situação temporária pra serem concursados e vão ter o direito garantido, pois os temporários não tem direitos trabalhistas”, destaca.

Além disso, deve ser criado um setor para que as pessoas possam, na medida que forem atendidas, dar um feedback e ligar para avaliar o atendimento. Um auxílio financeiro deve ser dado ao servidor como produtividade.

“Isso onera, mas, a partir do momento que você enxuga a máquina, e tem qualidade nós vamos ter condições de fazer isso. Vamos otimizar os meios necessários para que isso aconteça”, afirma.

by: g1.com

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