Giovanna Lancellotti: “Estou solteira,mas não estou na pista”

Giovanna Lancellotti está com tudo e sabe disso! Sua personagem em Segundo Sol, novela das 21h da TV Globo, é um grande sucesso e vem rendendo boas críticas à sua atuação. E nos próximos capítulos, a atriz planeja arrebentar ainda mais. Isso porque, a patricinha Rochelle descobrirá na trama que sofre de uma doença rara, a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), e Giovanna já vem se preparando para contar essa história da melhor forma possível. “Eu pareço uma maluca. Ando na rua, e do nada tropeço, ou se estou fazendo alguma coisa, deixo cair para ir sentindo como será com a Rochelle. Essa doença é progressiva. Você não acorda sem se mexer, você vai parando..”, conta.

Solteira há 9 meses, desde o fim do namoro de dois anos com o artista plástico Gian Luca Ewbank, ela diz estar bem sossegada. “Senti essa falta de cuidar de mim. Quando a gente namora, é inevitável dividir essa energia com a outra pessoa, dividir nosso tempo e a preocupação com o outro. A gente aprendeu muita coisa juntos, amadureceu e chegou a hora de cada um seguir esse caminho sozinho. Foi o meu namoro mais maduro”, diz.

Romântica, ela conta que dificilmente toma a atitude em uma paquera e que adora todas as etapas do envolvimento. “Gosto de sentir a pessoa, observar a troca de olhares, o sorriso. Quando estou apaixonada sou amorzinho”, conta.

Giovanna revela também que já foi traída na vida e não perdoou, mas hoje em dia seria capaz de avaliar a situação ao invés de levar a ferro e fogo. “Nunca aconteceu de descobrir e perdoar. Só descobri mesmo. Mas hoje não posso falar que nunca perdoaria. Acho que sim, pode acontecer”. Diferentemente de sua personagem, ela não encara com naturalidade o sexo casual. “Não me sinto à vontade. Preciso ter intimidade. Mas é difícil despertar isso tudo em mim sem conhecer a pessoa direito, sem que tenha o mínimo envolvimento. Tem que ter alguma coisa que me dê um frio na barriga”, explica.

Giovanna Lancellotti (Foto: Grasi Albuquerque/ Divulgação)
Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )

Semelhanças com Rochelle
“Tenho a personalidade forte de dizer: ‘Não é isso, não’. Não dá briga em si, mas de ter minha opinião forte, de não abaixar a cabeça, de querer entender porque estou errada. Tenho também a determinação dela, mas para por aí. O João conhece meu trabalho, já tínhamos trabalhado em A Regra do Jogo e ele sabia que era uma personagem muito boa. Ser reconhecida é uma delicia. Todo ator deseja ter um personagem bom, que te dê oportunidades, desafios, altos e baixos e que possa te enlouquecer. Eu piro com ela. O Fabrício (Boliveira, que vive Roberval), mora no meu prédio e a gente passa cena todo dia, cria coisas e chegamos enlouquecidos para gravar. Estou muito feliz com isso tudo. A Rochelle é um diabo, mas é um anjo para mim.”

Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )

Lição  
“A Lindinalva, de Gabriela, foi um superdesafio. Fiz um laboratório de vivência, visitei prostíbulos e foi um processo de descoberta, uma novela de época. Mas, a Rochelle é um desafio diferente, é fisico. Saber que ela terá a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), me tirou muito o sono na primeira semana. Pesquisei muito, pois eu nunca tinha ouvido falar. Tenho pais médicos. Meu pai é pediatra, Pérsio Roxo, e meu padrasto cirurgião plástico, José Álvaro. Os dois são excelentes médicos e me passaram um embasamento bem grande. Falei com pessoas que passaram por isso, vi vídeos e isso mexeu muito comigo, é de dar medo. Eu já tinha meio que dominado a personagem, achado o tom. Agora é a construção de outra personagem, terei que começar do zero. É o segundo sol dela, o momento de renascimento da Rochelle. Ela pode crescer muito, amadurecer. Vai perder o direito de sentir raiva, ódio ou qualquer coisa ruim, pois não vai ter nada. Ter a doença foi uma ótima lição para ela. O que vai acontecer é um aprendizado, uma porrada da vida para ela refletir e mudar. Muitas pessoas foram diagnosticadas com depressão, saudades de casa, bulimia e quando vê, vai ficando tetraplégico e as consequências avançando. Acho extremamente importante retratar uma doença que aqui no Brasil é rara, mas acontece bastante por aí. Uma das pessoas que conversei disse que descobriu tudo pelo Google, que o médico não deu a devida importância. Muito angustiante.”

Giovanna Lancellotti (Foto: Grasi Albuquerque/ Divulgação)

A doença
“Estou nesse processo ainda de construção e tenho zero certeza. Só tenho até a cena do diagnóstico, mas é uma doença que paralisa tudo. Ela fica tetraplégica por um período, mas ela vai se tratando. Se o diagnóstico é precoce, a chance de recuperação é grande. Ela é saudável, nova e tem chance de melhorar. É um tratamento demorado, que exige paciência, apoio da família, porque a pessoa fica completamente dependente de tudo. Ela vai precisar de um amor que ela nunca deu. Vai redescobrir uma nova família e uma nova Rochelle. É uma doença autoimune. Qualquer um pode ter a qualquer momento. Quem tem Zika, por exemplo, pode ter. No caso da Rochelle, será com uma dor de garganta. Pode acontecer em qualquer situação onde seus anticorpos tenham que trabalhar contra uma gripe, por exemplo, e eles começam a trabalhar contra você. Como se virasse uma chavinha e a doença começasse a te destruir. A Rochelle vai querer culpar qualquer pessoa e a culpa não é de ninguém, é do organismo dela, que vai quebrando as cápsulas de proteção para levar estímulos aos nervos. Ela destrói isso tudo. Então você não consegue mais ter força para pegar um copo plástico na mão. Se alguém te tocar você sente, mas não tem força. A pessoa sente fraqueza, muita dor, ardência, uma coisa horrível. Eu admiro muito quem passou por isso. Me emocionei muito. Conversei muito com uma menina, a Juliana, que teve com 23 anos. Hoje ela está recuperada, ótima e passou por uma mudança de personalidade durante esse processo, que se identifica com essa da Rochelle de se tornar uma pessoa melhor. A Lucy Hipólito, cientista política, que também teve a síndrome, tem me ajudado muito. É uma responsabilidade muito grande representar pessoas que passaram por isso. É uma superação. Vai além do lúdico, acontece por aí. Tenho que fazer real. Quero que as pessoas olhem e lembrem com orgulho do que passaram e pensem: ‘Olha como eu estou bem hoje.’”

Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )

Preparação
“Eu pareço uma maluca. Ando na rua e do nada tropeço ou se estou fazendo alguma coisa, deixo cair para ir sentindo como será com a Rochelle. Essa doença é progressiva. Você não acorda sem se mexer, você vai parando. Primeiro as extremidades, dedos das mãos, pés, sobe para perna, braços, rosto, então não é do nada. Estou bem louca, de verdade. Estou fazendo comigo mesma, mas quero muito fazer esse acompanhamento de corpo e estou procurando essa pessoa ainda, com a ajuda da Globo. Como a pessoa paralisada vai atrofiando um pouco e acaba perdendo massa, quero emagrecer para viver essa fase. Tenho 15 dias para começar a gravar essa parte. Quero emagrecer com saúde, por isso procurei a nutricionista Patricia Davidson, que sempre me ajuda nessas loucuras de última hora. Mas estou cuidadosa. Preciso estar bem para fazer isso, não posso adoecer. Estava pesando 52 quilos, já emagreci 2 e o melhor dos mundos seria chegar aos 45 quilos. Vou tentar até onde der, para não me ferir. Isso não foi um pedido da direção, foi uma decisão minha. Estou tomando suco verde, comendo muita salada, malhando, correndo com saúde.”

Giovanna Lancellotti (Foto: Grasi Albuquerque/ Divulgação)
Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )

Vaidade
“Rochelle é muito mais vaidosa do que eu. Adoro andar de saião, vestido longo. Não imagino ela assim com um chinelo de dedo. Eu mesma faço a minha unha. Gosto de me sentir bonita, mas bem no limite do ok, nada em excesso. Passo creme à noite, tenho cuidados com rosto, pele, cabelo e vou ao dermatologista. Quando nasce uma espinha na cara da Rochelle, ela deve ficar em choque. Para mim, passo um corretivo e segue o baile. A Rochelle pegou esse dinheiro todo do avô para comprar uma bolsa. Se eu fosse ela, ia dar entrada em um apartamento e me picar de lá. Não sou consumista, sou bem mão de vaca. Não abro mão de comprar uma coisa que tenha muita vontade, mas você nunca vai me ver passeando no shopping procurando coisas para comprar. Eu vou quando eu quero comprar uma blusa para colocar com essa saia ou comprar um óculos assim que eu vi. Vou focada e não para ficar caçando coisas para gastar. Tento ir à academia três vezes na semana e faço musculação, circuito, muay thai. Se eu estiver com vontade de comer doce, vou comer. Até uns 3 anos atrás eu tinha muito efeito sanfona. Mas, agora que acompanho com nutricionista e me cuido, estou com o mesmo peso há um ano e meio. O corpo tem memória e quando eu como depois eu seguro. Faço drenagem toda semana, nunca fiz plástica no nariz nem nada no rosto. A única intervenção cirúrgica que já fiz foi colocar prótese de silicone.”

Aspas Giovanna Lancellotti (Foto:  )

Talento de avó
“Tenho irmãos gêmeos, por parte de pai, de 7 meses. Meus pais são separados. Minha mãe, Giuliana Lancellotti, mora em São João da Boa Vista (interior de SP), onde fui criada e morei até os 15 anos. Nasci em Ribeirão Preto, onde meu pai, Pérsio Roxo, mora com meus irmãos e a mulher dele. A gente sempre se encontra. Meus melhores amigos são de São João. Ser a primeira da família a tentar essa carreira artística foi um pouco assustador. Acho que herdei o talento da minha vó Cidinha, que é o amor da minha vida. Ela é advogada, foi professora de literatura, mas a vida inteira fez muito artesanato. Ela tinha fábrica de bijuteria e em toda novela uso alguma coisa dela. Quando eu era pequena, pintava quadros com ela e fazia sabonetes para vender na escola. Ela sempre foi noveleira e moramos juntas quando meus pais se separaram. A gente assistia a novela e eu ficava interpretando para ela. Quando eu tinha 5 anos eu já dizia que ia ser veterinária ou atriz. Na época do Orkut, aos 12 anos, meus amigos fizeram uma comunidade chamada Gi Roxo, um dia você consegue! Tinha o símbolo da Globo. Quando fiz 15 anos, disse que queria ir para São Paulo estudar teatro. Minha mãe me ajudou a procurar e me apoiou. No começo eu fazia cursos de fim de semana e ela me levava sempre. Quando fiz 16, na metade do ano, comecei a ir sozinha de ônibus. Depois me mudei para São Paulo e ia para casa aos fins de semana. Fiz dois anos de cursos, mas tudo aconteceu muito rápido. Não cheguei a me formar. Meu foco não era TV. Sempre quis muito cinema e gostava muito de teatro.”

Giovanna Lancellotti (Foto: Grasi Albuquerque/ Divulgação)

Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )

Maturidade
“Eu acho que sair de casa mais cedo, aos 16 anos, me fez mais madura. Não diria que tive medo, pois eu quem quis. Mas tinha horas em que me sentia sozinha, queria minha mãe, conversar. Passei por momentos chatos, difíceis sozinha. Como fiquei dois anos em São Paulo, antes de me mudar para o Rio sozinha, foi ótimo, pois se me pinicasse eu ia pra São João. A minha família, graças a Deus, sempre teve uma condição boa, nunca me faltou nada, sou muito privilegiada. Tive perrengue para cozinhar no início. Mas, minha mãe levava comida congelada para a semana, comia na rua. O lance de cuidar da casa era complicado. Hoje em dia, arrumei um anjo chamado Miriam que me ajuda. Na época do vestibular, prestei para cinema e publicidade. Passei nos dois. Comecei a fazer cinema e começou uma novela, tranquei e foi indo uma atrás da outra. Não pensei em desistir da carreira quando não passei em um teste de Malhação. Ia viajar, voltaria para o teatro e tudo bem. Sempre fui muito otimista.”

Giovanna Lancellotti (Foto: Grasi Albuquerque/ Divulgação)

Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )Solteira
“Estou solteira, mas não estou na pista, pois estou trabalhando muito. Eu amo namorar, adoro, é saudável e tal, mas também amo estar sozinha. São fases da vida. Terminei um namoro longo ( com o artista plástico Gian Luca Ewbank, irmão de Giovanna), senti essa falta de cuidar de mim. Quando a gente namora, é inevitável a gente dividir essa energia com a outra pessoa, dividir nosso tempo e dividir a preocupação com o outro. E eu não estava em um momento de dividir isso. Estou com uma personagem muito boa na minha mão onde tenho que pensar só nisso. Quero direcionar essa energia para minha carreira. Tenho 25 anos, é uma idade de mudança para a fase adulta e quero pegar personagens mais velhos, mais intensos. Claro que se eu encontrar uma pessoa, me apaixonar, não vou ficar lutando contra e vou viver isso. Mas não é o que estou procurando. Se acontecer, a gente segue o fluxo. O melhor de ser solteira é ser livre. Tomar decisão de fazer o que quiser, a hora que quiser. Dar na telha de ir para Buenos Aires, ir. Dar na telha de ir para a Rússia, ir.”

Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )
Namorado ideal
“Têm dias em que bate uma vontade de dormir de conchinha, ver um filme agarrado, de fazer uma coisa nesse sentido. Não é uma falta que faça parte do meu dia a dia. Quando penso que podia abrir um vinho com uma pessoa aqui. Mas, tenho muitos amigos, a gente não se pega, mas conversa, dá risada, bebe vinho, passa isso e segue o baile. O essencial em um relacionamento é a compatibilidade de energia. A pessoa tem que ter a mesma vibração que você ou que pelo menos não fuja tanto da sua. Para mim é primordial dar risada com a pessoa que estou, me divertir junto. Se a pessoa é tão legal e gente boa, se torna tão mais linda. Nao tenho tanto um padrão fisico de homem. Nunca reparei. Vai de pessoa para pessoa. A pessoa tem que ter um papo bom. Sinto que sou paquerada, sim, mas acho que não é nada perto do que as pessoas pensam. Você sente o que é verdadeiro, o que tem segunda intenção ou não. Nunca aconteceu de sair com fã, mas não seria isso que iria fazer eu descartar um homem.”Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )Paquera tímida
“Não costumo chegar no cara, não. Mas, se for uma pessoa que eu estiver muito interessada e não me dê a mínima, de repente eu dou uma cutucada, mas nunca aconteceu. O que me encanta é a conquista. Não conversar direto e vamos ali no canto, isso não me envolve. O que me envolve é a paquera, sentir a pessoa, observar, a troca de olhares, o sorriso. Isso que vai me encantar mais e aí que vou ver se vai rolar ou não. Quando estou apaixonada sou amorzinho. Eu me apaixonei poucas vezes e todas as vezes que isso aconteceu fui bem fofa. Mas, se não estou na da pessoa, sou bem prática. Me sinto muito intensa. Se estou optando estar em num relacionamento, estou de verdade.”

Giovanna Lancellotti (Foto: Grasi Albuquerque/ Divulgação)

Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )Traição
“Até pouco tempo atrás eu dizia: ‘Me traiu, acabou, porque eu não faço isso’. A gente vai crescendo, amadurecendo e vendo tantas histórias, tantos casais que deram certo de outra forma, que hoje em dia mudei meu pensamento. A gente não sabe como aconteceu, em que momento desse casal, dessa pessoa sozinha, como foi essa situação. Foi uma exposição ou falta de respeito? Se estava acontecendo, se a pessoa foi passada para trás. Muita coisa entra nessa questão. A única forma de saber se perdoaria ou não é conversando com a pessoa. Eu antes era muito a ferro e fogo. Sempre fui muito do ‘não foi assim que fui criada’, isso é errado. Hoje em dia não tem muito de certo e errado, cada um vive a sua maneira, sabe o que é melhor para si. Eu sei o que me machuca, você sabe se te machuca essa mesma coisa ou não. Nunca posso chamar de otária uma amiga que perdoa uma traição. Você não sabe o relacionamento deles para julgar. Cada caso é um caso. Nunca aconteceu de eu descobrir e perdoar. Só descobri mesmo. Mas não posso falar que nunca perdoaria. Acho que sim, pode acontecer. Sou bem tranquila. Não olho celular. Já olhei em namoros bem antigos, mas não faço mais isso, me livrei. Quando comecei a ter namoro sério, onde pensava em futuro, isso não acontecia mais. Aí que vi que amadureci em um relacionamento. Nunca fiz terapia e sou louca para fazer. O que for para descobrir vai chegar até você. A gente vai ficando mais exigente.”

Casamento
“Tenho vontade de ter minha família, minha casa e meus filhos. Casar de véu e grinalda nunca foi um sonho. Quero uma festa, mas não me vejo em uma coisa tão… Uma amiga casou na praia, fez uma cerimônia linda para amigos mais próximos. Depende muito de quem vai ser a pessoa. Comecei a ter essa vontade até mais velha. Quando eu era mais nova dizia até que não ia casar. Hoje já digo que quero casar, ter filho. Mas não agora. Penso em 30 e poucos como uma idade boa. Eu adotaria uma criança, mas tenho vontade de ter uma também. No caso, se for casada, tem que ser um parceiro que queira muito aquilo de coração aberto. Ser mãe é um sonho distante.”Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )De boas com o ex
“Meus pais já tinham passado ano novo com os pais dele. Trabalho com a Deborah Ewbank, mãe dele, até hoje, é minha stylist bem antes de namorar com ele. Esse vínculo com a família toda, ajudou a gente a ficar numa boa e ter um amor mais em prol dessa família. A gente não é melhor amigo, não se fala todo dia, mas a gente se quer bem. Ele foi uma pessoa muito importante na minha vida e acredito que eu tenha sido também. A gente aprendeu muita coisa juntos, amadureceu e chegou a hora de cada um seguir esse caminho sozinho. O que foi lindo também foi a gente ter feito isso com maturidade, sem brigas, sem esperar um momento ruim, ter feito isso consciente. A gente se quer bem, se respeita, no aniversário a gente se liga. Amo ele como pessoa e vou amar para sempre como ser humano, assim como toda a família dele. Impossível me distanciar da família que faz parte da minha vida desde que entrei no Rio. Fico orgulhosa da gente saber lidar com a situação. Separar nunca é fácil, é sempre sofrido para os lados. Foi meu relacionamento mais maduro até hoje. Se passaram 9 meses, a vida segue, a gente se quer feliz e se ele aparecer com uma pessoa que eu veja que está fazendo bem para ele, quero a felicidade dele assim como ele quer a minha. A gente viveu coisas muito legais juntos e sabemos lidar com isso de uma forma legal.”

Giovanna Lancellotti (Foto: Grasi Albuquerque/ Divulgação)

Sensualidade natural
“Eu não me acho sexy o tempo todo. Têm momentos de olhar no espelho e dizer: ‘Nossa, gostei hein, me pegava!’. E acho que não tem muito uma regra. Ás vezes, saio do banho com cabelo molhado, uma camisa e penso: ‘Gostei’. Como posso sair toda montada com batom vermelho e gostar também. Tem mil momentos em que dá para ser sensual, sexy, sem estar extremamente montada. Eu não acho que tenho autoestima elevada, mas eu acho que eu não tenho autoestima baixa. Tenho dias de me achar feia, claro. E têm dias em que falo: ‘Nossa, minha pele está ótima hoje, vou tirar um selfie’. É equilibrado, são momentos. Tinha dificuldades de ouvir elogios: ‘Nossa que cabelo lindo! Jura? Estou sem lavar ha três dias’. Aprendi a dizer obrigada. É um exercício não desmentir o elogio da pessoa. Não sou muito crítica comigo mesma de aparência. Sou muito em cena.”Aspas Giovanna Lancellotti  (Foto:  )Sexo
“A Rochelle é bem mais sexual que eu. Sexo é bem importante para mim, sinto falta, mas o mínimo de envolvimento precisa. Se eu tivesse Tinder (aplicativo de relacionamento), não ia me dar bem. Tenho amigas que são tranquilas com isso e aprendo com elas e aceito super. Mas eu não tenho coragem. Fui criada no interior, onde as coisas são mais fechadas, mais tradicionais e todo mundo fica sabendo de tudo. Não me sinto à vontade. Preciso ter intimidade, mas se eu tiver com muita vontade eu vou. Mas é difícil despertar isso tudo em mim sem conhecer a pessoa direito, sem que tenha o mínimo envolvimento. Tem que ter alguma coisa que me dê um frio na barriga. Sexo casual não é natural para mim. Não vou falar que não aconteceria, mas não é uma coisa que acontece com frequência.”

Giovanna Lancellotti (Foto: Grasi Albuquerque/ Divulgação)

Futuro
“Me vejo trabalhando muito, me vejo no cinema. Tenho cinco filmes para estrear. Tudo Por Um Popstar, em 11 de outubro, Tudo Acaba em Festa, em 8 de novembro, De Novo Não e Intimidade entre Estranhos (ainda sem data de lançamento) e Incompatível, estreia em 2019. Me vejo fazendo mais teatro, me vejo na TV também com personagens mais maduros, fazendo uma mãe. Me vejo daqui a 10 anos tocando algum empreendimento. É uma vontade que tenho, mas nunca achei nada que tivesse a minha cara. Eu sempre fui muito ligada na Internet, mesmo antes de entrar na Globo. Não sou de me expor. Gosto de dividir com os seguidores coisas engraçadas do meu dia, mas não vou ficar falando 100% da minha vida. A gente ja é exposto, não precisa disso. Quando eu começar a namorar não vou dizer: ‘Gente, novidade! Estou namorando!’. Mas não vou mentir se me perguntarem. Não me sinto na obrigação de ter que dar satisfação da minha vida.”

Post Author: Fabiano Azevedo

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