Após Jorge Viana criticar governo do irmão, Sebastião rebate: “não me provoquem”

Os irmãos Jorge e Sebastião Viana declararam guerra pública de vez. O novo episódio envolvendo os dois baluartes da família Viana no Acre, que comandou o Estado por 20 anos, veio a tona após o senador Jorge Viana conceder uma entrevista ao jornalista Luis Carlos Moreira Jorge, do Blog do Crica, afirmando que as vezes que tentou ajudar o governo de seu irmão, Sebastião, foi rechaçado com críticas por seus assessores, enfatizando que prevaleceu a “soberba” no último governo do PT no Acre.

“Eu paguei a conta dos outros”, disse Jorge sobre a sua derrota para o Senado e acrescentou que não teve nenhum papel no governo do Sebastião. “Nem fui convidado para nada”, falou.

As declarações de Jorge desagradaram Sebastião, que pediu para que seu ex-assessor, Leonildo Rosas, disponibilizasse nas redes sociais uma resposta classificando a declaração do senador como patética.

“É patético querer culpar a mim ou a qualquer membro da minha equipe. As boas lições da vida dizem: olhe-se no espelho, antes de o espelho se quebrar. Reclamar que não foi ouvido e foi criticado por assessores é risível. Recebi centenas de vezes menos atenção de seu governo do que ele do meu. Ainda assim, nunca reclamei ou critiquei. Apenas elogiei. E olhe que sei o que fiz em Brasilia para ajudar o Acre”, disse Sebastião.

Sebastião culpa a derrota da Frente Popular por “uma onda fascista que saiu levando às piores mudanças, ao abuso de poder econômico”.

“Mas, se for para citar o periférico, basta lembrar que eu fui mais de mil vezes aos municípios, alguns foram menos de vinte. Enfrentei a grave crise política e econômica vivida pelo Brasil, enquanto outros preferiram viajar e alimentar suas vaidades. Não me provoquem. Sai da vida publica na maior paz de consciência e do dever cumprido. Respeito é bom e eu gosto”, disse o ex-governador.

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