Na Câmara, Gladson descarta que irá decretar calamidade financeira

Durante a abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Rio Branco, o governador Gladson Cameli (Progressistas) discursou para centenas de pessoas que acompanhavam a solenidade na manhã desta segunda-feira, 4, no Teatro Hélio Melo. Durante sua fala, o chefe do Palácio Rio Branco que está a pouco mais de um mês no cargo descartou a possibilidade do governo decretar calamidade financeira.

“Eu não vou parar de pedir paciência. Nós estamos com um mês e cinco dias de mandato. Eu tenho dito que respeito todos os ex-governadores que passaram, cada um deu a sua contribuição e agora é um novo momento, uma nova realidade. Nós temos exemplos de Estado que já pediram calamidade financeira, e aqui quero deixar claro que tiro qualquer possibilidade de intervenção financeira aqui. Não há necessidade para isso. Não irei politizar a situação, mas irei sim, quando for para tomar medidas amargas, nós iremos tomar, porque é o meu CPF que tá em jogo”, disse Cameli.

Cameli enfatizou que a União e o Estado precisam rapidamente de uma novo pacto federativo que “precisar sair o quanto antes”. O governador enfatizou que não fala em reforma, mas numa apresentação de uma nova previdência, e que isso precisa de um debate.

O chefe do Palácio Rio Branco lembrou ainda que sua gestão começou com um rombo de R$ 200 milhões.“Não escondemos de ninguém a situação em que as contas do Estado se encontram, em situação quase de falência, e não me refiro só ao nosso Estado, todos os Estados da nossa federação passam sim por grandes problemas financeiros e econômicos, em situação quase de falência. Só em 2019 começamos o ano com o rombo de R$ 200 milhões , mas também todos conhecem a nossa coragem, empenho e dedicação para que possamos fazer o melhor para que o Estado supere este momento. Se não temos dinheiro, o faremos da criatividade. Se não dispomos de investimento, dobraremos a dedicação, se não contarmos com a estrutura, buscaremos a simplicidade, mas nunca nos poderá faltar a fé e otimismo para as mudanças”, explicou.

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