QUEBRADO: Após análises, governo do AC identifica rombo financeiro de quase R$ 600 milhões

O governo do Acre concluiu parte dos levantamentos sobre a situação financeira do estado e identificou um rombo de quase R$ 600 milhões nas contas. Os relatórios com o deficit foram apresentados nesta quinta-feira (7), na Casa Civil, em Rio Branco.

No início do mês, o governador Gladson Cameli anunciou que as receitas somam R$ 5,02 bilhões, mas o estado tem despesas totais de R$ 5, 21 bilhões. Com isso, o governo tinha identificado um déficit de R$ 200 milhões por ano.

Nesta quinta, o secretário de Planejamento, Raphael Bastos, explicou que o rombo no orçamento é de mais de R$ 581 milhões com despesas obrigatórias. O valor foi detectado após estudo na peça orçamentária aprovada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), em dezembro do ano passado.

“Diante disso, passamos a fazer um estudo de caso minucioso das nossas despesas obrigatórias, que são com pessoal, e isso inclui todos os efetivos do estado e os inativos. Temos um deficit previdenciário de R$ 550 milhões no ano, amortização de uma dívida, parcela constitucional para saúde, para educação, Pasep, repasses aos municípios e precatórios”, ressaltou.

Além do rombo financeiro, o secretário falou que o estado precisa quitar dívidas herdadas do governo anterior. A situação levou o governo a suspender todos os gastos com todas as secretarias, exceto Saúde, Educação e Segurança Pública.

“Saúde e Educação não são contingenciáveis, são obrigatórias. A Segurança Pública com as alimentações dos apenados, que estão nos presídios e nos centros socioeducativos, a parte de combustível para abastecer as viaturas policiais e a frota de veículos oficiais, a parte de terceirizados e estagiários, que é a mão de obra, a parte de produto químico, que é para tratamento de água, e o parcelamento das despesas de energia elétrica”, reafirmou.

Saúde, Educação e Segurança Pública são as únicas áreas que não sofreram contingenciamento  — Foto: Lilian Lima/Rede Amazônica AcreSaúde, Educação e Segurança Pública são as únicas áreas que não sofreram contingenciamento  — Foto: Lilian Lima/Rede Amazônica Acre

Saúde, Educação e Segurança Pública são as únicas áreas que não sofreram contingenciamento — Foto: Lilian Lima/Rede Amazônica Acre

Medidas

Para reajustar as contas financeiras do estado, o governador Gladson Cameli se reuniu com representantes dos Poderes do estado para apresentar os levantamentos e tentar encontrar soluções. Ele deve viajar para Brasília na próxima semana para renegociar a dívida do estado com a União, pedir apoio do governo federal e renegociar também as taxas de juros com as operadores de créditos.

“Vamos bater na porta do Supremo Tribunal Federal para rever o cálculo do FPE e pedir o apoio do governo federal. Estamos sem condições, economicamente falando, está uma bola de neve. Agenda em Brasília com a nossa bancada federal e convidei os poderes para nos acompanhar. Queremos 100% de transparência”, afirmou.

Diante do cenário, Cameli pediu paciência da população enquanto reorganiza as contas do estado. Apesar de tudo, ele se disse otimista para trabalhar e colocar o plano de governo em prática.

“Não tem condições de governar do jeito que está. Estamos fazendo tudo que podemos para colocar o estado nos trilhos para que possa andar. Estamos cortando todos os gastos desnecessários, cortamos os cargos comissionados”, complementou.

Slide mostra despesas obrigatórias do governo do Acre — Foto: Lilian Lima/Rede Amazônica AcreSlide mostra despesas obrigatórias do governo do Acre — Foto: Lilian Lima/Rede Amazônica Acre

Slide mostra despesas obrigatórias do governo do Acre — Foto: Lilian Lima/Rede Amazônica Acre

Obras inacabadas

O governador falou também sobre a conclusão das obras inacabadas no estado, como a do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruzeiro do Sul, o Hospital Regional Alto Acre Wildy Viana, em Brasileia, e o Hospital do Câncer, em Rio Branco.

“Nossa ideia é colocar para funcionar e não só entregar o prédio. Nosso Pronto-Socorro a obra está parada desde 2006 e estamos fazendo todos os reparos para fazer com que o estado atenda aos anseios da população”, garantiu.

fonte: g1.com

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