Banheiro desaba no interior do Acre e fere mãe e filho de 2 anos; já é segundo caso envolvendo desabamento de banheiros

Uma mulher, de 36 anos, e o filho dela, de 2 anos, ficaram feridos após o banheiro em que estavam desabar, na manhã deste domingo (17). O banheiro fica anexo à casa da família, que mora na Avenida Coronel Mâncio Lima, bairro AABB, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre.

Esse é o segundo caso registrado na cidade com desabamento de banheiro. No último dia 29, a jovem Ana Graziele da Silva, de 17 anos, foi atingida pela estrutura do banheiro quando tomava banho. Após uma semana internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Ana morreu no Hospital do Juruá.

O tenente do 6º Batalhão da Polícia Militar do Acre (PM-AC), Francisco Alves, informou que a criança teve apenas escoriações e a mulher sofreu um corte na cabeça. As vítimas foram levadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o hospital.

“A criança só sofreu escoriações na testa e está bem. Não sabemos se estavam tomando banho ou lavando roupa. Acionei o Samu e, logo após, vieram os bombeiros. A mulher está no hospital para fazer exames na cabeça”, confirmou.

Ainda segundo o tenente, o estado de saúde da mulher não é grave. Ele explicou também que não havia caixa d’água ou outro material em cima do banheiro.

“O banheiro é feito de colunas, com mais ou menos um metro e meio de altura, e desabou de uma vez. A caixa d’água é pequena e fica dentro do banheiro, por isso que não foi mais grave”, destacou.

Construção precária

O sargento do Corpo de Bombeiros do Acre Fabrício Machado esteve no local do acidente e disse que a área não é de risco. Segundo ele, o terreno fica abaixo de outras casas, o que faz com que a água dessas residências e da chuva caiam diretamente nele.

“São residências construídas em relevo, é tipo um barranco. Não é comum a forma como foi feita a construção, que era um banheiro elevado e algum tempo tinha cedido. O morador não se atentou para isso, em fazer uma avaliação no local. Em decorrência de ser uma área de barranco, nesse período chove bastante e as águas das casas, que ficam na parte de cima, tendem a escorrer nesse canal e região. Até que o banheiro veio a desabar”, explicou.

Ainda segundo Machado, a construção do banheiro também estava precária e não oferecia segurança.

“A alvenaria cedeu no nível que estava para a casa, já tinha um palmo de diferença entre a casa e o banheiro. Pelo o que constatei existia pouco ferro na construção do banheiro. Era uma construção com um grau de precariedade, não tinha segurança”, relatou.

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