Surto de lagartas atinge área de 3 hectares e preocupa moradores no Acre

Na segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul, a presença da lagarta mandarová em propriedades do Ramal 02, da Vila Santa Luzia, preocupa os produtores da comunidade. Em menos de uma semana, o inseto já destruiu uma área de 3 hectares de mandioca e já se espalha para outras plantações.

O produtor Marcildo Lima tem um lote de terra na comunidade. Ele disse que ficou impressionado com a rapidez que o inseto devorou toda plantação de mandioca de uma propriedade vizinha.

“Tem muita lagarta. São três quadras de roça todas invadidas de lagarta, está feia a coisa. Elas começaram a agir essa semana e em coisa de 3 ou 4 dias já destruíram tudo”, disse Lima.

Na propriedade afetada, parte da plantação já está no ponto de colheita e o dono do roçado aproveitou para colher a mandioca e produzir farinha, mas a parte que ainda não está no momento de colher não será aproveitada. Os moradores afirmam que outros roçados já estão sendo invadidos pelo inseto.

“A gente fica preocupado, pois já existem outros roçados que estão lotadas de lagartas. O terreno do meu vizinho do lado de cima também já está sendo invadido. Lá ninguém tem nenhum inseticida para combater elas. A nossa preocupação é grande, pois a gente tem tanto trabalho para plantar e ver tudo se acabando em pouco tempo”, lamenta o produtor rural.

Até esta sexta-feira (26), os produtores ainda não tinham procurado os órgãos de controle para pedir apoio. O médico veterinário do Instituto Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), Jessé Monteiro, afirmou que o órgão trabalha com ações preventivas, mas está à disposição para apoiar os produtores.

“Se tiver uma coisa descontrolada e se precisar de uma ajuda, os produtores devem procurar o escritório do Idaf, façam um comunicado oficial, porque o Idaf, apesar de trabalhar muito com vigilância ativa, precisa muito do papel do produtor de comunicar. Dependendo de como estiver, a gente dá um jeito de agir, inclusive com o uso do microbiológico baculovírus”, afirmou Monteiro.

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