Cardiologista afirma a descoberta de outra espécie de barbeiro na Amazônia

Dois óbitos já foram registrados em Cruzeiro do Sul; família infectada segue em tratamento. Especialista alerta para síndrome febril e dores no corpo, sintomas de contaminação oral ou vetorial pelo barbeiro.

A cardiologista Joseane Tonussi, do município de Cruzeiro do Sul anunciou a descoberta de uma nova espécie de barbeiro na Amazônia. Esse novo besouro pode estar infectando famílias no Juruá. Uma família de sete pessoas, incluindo crianças, está internada no Hospital do Juruá em Cruzeiro do Sul, com doença de Chagas.

Segundo a especialista, o pai biológico das crianças ainda não se apresentou para ser diagnosticado. Um barbeiro foi visto dentro da casa da família, levantando a suspeita de uma outra forma de transmissão que não é via oral, ou seja, pela ingestão do açaí.

Os pais e as crianças são do Seringal Triunfo em Marechal Thaumaturgo e estão doentes há cerca de dois meses. A maior possibilidade é que tenham sido infectados pelo próprio barbeiro, que transmite a Trypanosoma Cruzi, conhecida como Doença de Chagas.

Segundo Juliane, a Universidade de São Paulo que faz pesquisas em Rondônia descobriu uma nova espécie de barbeiro na Amazônia, uma parceria com o setor de saúde do Estado do Acre, vai identificar a existência desse novo besouro na região. Dois óbitos foram registrados em Cruzeiro do Sul.

A cardiologista alerta que a transmissão da doença ocorre com maior frequência pela via oral, pela ingestão do açaí, “o que é mais prevalente na Amazônia” acrescentou Juliana. Mas segundo a doutora, quando identificada com rapidez, é possível salvar vidas.

“Precisamos trabalhar em cima das espécies descobertas. Pacientes que chegam há tempo conseguem se recuperar, uma das vítimas do último surto na região, após quatro anos voltou a ter um coração normal, mas em se tratando de síndrome febril e dores no corpo, corra para diagnosticar. Casos mais graves, muitas vezes não tem jeito” alertou a profissional.

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