76% das investigações feitas pela Polícia Civil terminam em ações condenatórias no Acre

Um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicado no último dia 4, revela que a Polícia Civil do Acre está em primeiro lugar entre os estados do Brasil, cujas investigações de crimes contra vida, culminam em condenações no Tribunal do Júri.

O diagnóstico foi produzido a partir de informações extraídas da base de dados da “Replicação Nacional”, que é o programa que recebe todos os processos em trâmites que passam pelos tribunais do país. O período avaliado pelo Conselho Nacional de Justiça foi de 2015 a 2018.

Segundo o levantamento, de 100% dos processos de crimes contra a vida investigados e enviados pela Polícia Civil ao Poder Judiciário, 76% resultaram em ações condenatórias, 18% foram absolvidos e 5% tiveram a extinção de punibilidade, o que coloca o Acre no topo da pesquisa, seguido dos estados de Santa Catarina e Minas Gerais.

O Acre aparece em primeiro lugar com 76% dos processos que resultaram em ações condenatórias (Foto: Reprodução/Conselho Nacional de Justiça)

Em julho de 2016, o Acre ganhou a Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção a Pessoa (Dhpp). A nova unidade policial foi criada para dar maior celeridade às investigações relacionadas a homicídios e tentativas de homicídios. Em parceria com a Polícia Técnico Científica, que também faz parte da Polícia Civil, ela consegue priorizar todo e qualquer tipo de perícia ou levantamento logo nas primeiras horas após o crime, o que garante a eficácia na identificação do suspeito.

“Os dados são em nível de estado, então é um esforço do trabalho de toda a Polícia Civil em cada município. No que tange a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa, os profissionais da investigação trabalham para entregar os inquéritos sempre com a identificação de autoria do crime, o que facilita o trabalho do Poder Judiciário e evita que o processo seja arquivado. Continuando assim pretendemos manter esses índices ou até melhorar o que está sendo apresentado à população”, disse um dos delegados responsáveis pela Dhpp, Cristiano Bastos

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